Nos dias 07, 08 e 09 de setembro não terão atividades no Recanto da Prece.

No dia 10/09 sábado teremos palestra e passes às 16:00 horas.

O trabalho Bruno e Fernanda não será realizado neste sábado.

Aja com calma

Não se deixe consumir pelas excitações e nervosismos desses dias tão agitados. Procure fazer tudo com calma.

É compreensível que num tempo em que ainda se afirma que tempo é dinheiro, você tenha os ímpetos comuns da época, quais sejam os de ganhar e ganhar, temendo as necessidades futuras.

É justificável que você corra de um lado para outro, na busca dos bons negócios, da conquista de melhores mercados, na busca, enfim, dos lucros.

É admissível que você não tenha tempo para se alimentar devidamente, para repousar um pouco, para meditar ou para orar.

Entendemos, meu irmão e minha irmã, que cada um dos seus negócios ou cada uma das suas ocupações lhe exija atenção e envolvimentos especiais.

Entretanto, vale a pena não esquecer que tudo isso é secundário para a vida da alma porque tudo isso vai ficar sobre o pó do mundo.

Foi Jesus que nos recomendou não nos atormentássemos pela posse do ouro e que, a cada dia, já bastam seus problemas.

Então, devemos pensar que o corpo físico nos é emprestado enquanto estamos no planeta com os divinos objetivos do progresso espiritual.

Compreendamos, pois, que a calma deve se tornar companhia e conselheira dos nossos dias terrenos, ensinando-nos a fazer tudo com moderação, procurando vincular a mente ao psiquismo celeste, a fim de que não convertamos em tormento e destruição o que deveria ser fonte de vida e de alegria: o tempo.

Aja sempre com calma, para que tenha tempo de pensar bem sobre tudo e de agir bem em tudo que faça.

Alimente-se o mais corretamente possível, preservando o corpo que o ajuda tanto. Dê ao seu corpo e à mente alguns momentos de repouso, para manter a necessária sanidade.

Encontre um tempinho, alguns poucos minutos que sejam, para meditar sobre a sua realidade no mundo, sobre o que é que Deus espera de você e ore.

Procure sintonizar com seu anjo guardião, com os nobres mentores da vida, pelo menos ao iniciar um novo dia de atividades.

Essas providências, ao mesmo tempo em que lhe trarão calma, serão consequências para seu estado de calma.

Com calma em seu cotidiano, você evitará as indisposições com terceiros, as irritações na via pública, a agressividade no trânsito da cidade, bem como os estresses desnecessários dentro do lar.

Com calma você entenderá cada ocorrência a sua volta e cada pessoa em seu caminho.

Nada você perderá pelo uso da calma em sua trajetória humana, pois, longe de alimentar-se da ideia materialista de que tempo é dinheiro, você começará a pensar que, fundamentalmente, tempo é oportunidade e que você deverá aproveitá-la para o melhor.

Mesmo que deixe de lucrar algumas poucas moedas, no jogo enlouquecido das competições, você conquistará harmonia e saúde, a fim de prosseguir na rota da felicidade que tanto deseja.

Seja qual for a situação cotidiana que o convide à ação, à tomada de atitude, faça-o com calma, com muita calma e aguarde os resultados excelentes em clima de paz.

*   *   *

A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas, sob a condição de ser bem empregada.

Se todos os homens que a possuem dela se servissem de conformidade com a vontade de Deus, fácil seria, para os Espíritos, a tarefa de fazer que a Humanidade avance.

 

Redação do Momento Espírita com base no cap. 7, do livro Para uso diário,
pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Disponível no livro Momento Espírita v. 5, ed. Fep.
Em 07.03.2012.

A riqueza do ontem

As meninas chegaram felizes na casa da avó, para passar o final de semana, enquanto os pais realizavam breve viagem.

Laís, de cinco anos, e Clara, de três, trouxeram suas mochilas quase explodindo de tantas coisas.

Roupas, travesseiros, mantas coloridas, brinquedos, uma enorme bagagem para tão pouco tempo.

Mas, como elas mesmas disseram: A gente trouxe tudo de que precisa, vó.

A avó não deixou por menos. Estendeu um colchão grande no assoalho da sala, rodeado de sofás, como se fossem paredes de uma casa especial. Ou uma cabana, em plena floresta.

Almofadas e travesseiros macios completaram o ambiente.

Nesse espaço, avó e netas compartilharam momentos agradáveis. Houve leitura de estórias, simulação de piquenique, teatrinho, brincadeiras.

Quem olhasse não saberia dizer de quem era a felicidade maior: da avó que recebia as netas, das netas que visitavam a avó.

Porém, houve um momento que superou a própria guerra de almofadas e travesseiros.

Foi quando a avó começou a relatar fatos da vida da mãe das meninas, da época em que essa tinha mais ou menos a idade delas.

A curiosidade cresceu. As perguntas não cessavam.

Histórias da família, da escola, peraltices, tudo foi sendo objeto de descrição entusiasmada da avó e atenção extrema das duas crianças.

Elas riam ou ficavam sérias, conforme o assunto, encantando-se com uma época que jamais haviam imaginado que sua própria mãe vivera.

Havia brilho nos seus olhares.

Nos dias seguintes, pela filha, a avó soube do sucesso das suas histórias.

As garotas, entusiasmadas, reproduziram, em detalhes, tudo que haviam ouvido. Felizes, como se tivessem descoberto segredos da infância materna, contavam, riam e perguntavam: É verdade, mãe? Você fez isso mesmo?

Para aquela mãe, ter rememorados fatos da sua meninice, foi igualmente algo encantador. Alguns fatos ela nem mais lembrava.

De toda forma, foram emocionantes momentos com suas pequenas, graças à memória carinhosa de uma avó.

*   *   *

Em tempos em que a imprensa ainda não alcançara o seu auge e a televisão não se tornara a rainha das noites, a família se reunia e as histórias circulavam, do avô ao pai, aos netos, numa extraordinária riqueza oral.

Esses momentos foram se perdendo, com o avanço da tecnologia, que ofereceu outras distrações.

A necessidade de maior dedicação à profissão, ao aprimoramento profissional, cursos, horas extras, tudo foi contribuindo para encurtar esses momentos de aconchego doméstico.

O tempo se tornou escasso.

E tudo isso foi alterando o convívio familiar.

Importante que pensemos em um retorno desse apertar laços familiares.

A aproximação dos membros da família em clima de descontração enriquece a todos.

É no seio da família que acontece a transmissão de valores, costumes e tradições entre as gerações.

Preciso é conversarmos mais, contarmos nossas recordações, lembrarmos nossas brincadeiras, rirmos juntos.

Isso representa uma bênção em nossas vidas. E ouvindo os nossos pais e avós narrando as próprias peripécias, nos haveremos de enriquecer, descobrindo um mundo diferente.

Um mundo que nós, crianças e jovens de hoje, nem suspeitamos que tenha existido.

Redação do Momento Espírita.
Em 2.7.2016

Abraço

O que você faz quando está com dor de cabeça, ou quando está chateado?

Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais?

Pois é, durante muito tempo estivemos à procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doenças, que curasse nossa depressão e que nos aliviasse o estresse.

Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.

Encontramos! O remédio já havia sido descoberto e estava à nossa disposição. O mais impressionante de tudo é que não custa nada.

Aliás, custa sim, custa abrir mão de um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.

É o abraço. O abraço é milagroso. É medicina realmente muito forte. O abraço, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão, fortificar os laços afetivos.

O abraço é um excelente tônico. Hoje, sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico.

O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abraço prolonga a vida e estimula a vontade de viver.

Ouvimos, há algum tempo, a teoria muito interessante de uma psicóloga americana, dizendo que se precisa de quatro abraços por dia para sobreviver, oito abraços para manter-se vivo e doze abraços por dia para prosperar.

E o mais bonito é que esse remédio não tem contraindicação e não há maneira de dá-lo sem ganhá-lo de volta.

*   *   *

Temos visto, colado nos vidros de alguns veículos, um adesivo muito simpático, dizendo: Abrace mais!

Eis uma proposta nobre: Abraçar mais.

O contato físico do abraço se faz necessário para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.

O abraçar mais é um excelente começo para aqueles de nós que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.

Só quem já deu ou recebeu um sincero abraço sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.

Muitos pedidos de perdão foram traduzidos em abraços…

Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abraços.

Muitos sentimentos de saudade foram calados por abraços.

Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abraço.

Assim, convidamos você a abraçar mais.

Doe seu abraço apertado para alguém, e receba imediatamente a volta desse ato carinhoso.

Utilize a terapia do abraço contra a tristeza e a depressão.

Abrace, afetuosamente, a quem você ama e transmita as emoções desse seu sentimento.

Abrace e transmita bem-estar, paz.

Pense nisso! Abrace mais você também.

 

Redação do Momento Espírita, com base em palestras
de Alberto Almeida, nos dias 29, 30 e 31 de março
de 2002, em Matinhos, PR e no texto
Um abraço, de
autoria ignorada.
Em 18.4.2014.

O que é Passe Espírita?

Passe é uma transmissão conjunta, ou mista, de fluidos magnéticos – provenientes do encarnado – e de fluidos espirituais – oriundos dos benfeitores espirituais, não devendo ser considerada uma simples transmissão de energia animal (magnetização).
A aplicação do passe tem como finalidade auxiliar a recuperação de desarmonias físicas e psíquicas, substituindo os fluidos deletérios por fluidos benéficos; equilibrar o funcionamento de células e tecidos lesados; promover a harmonização do funcionamento de estrutura neurológicas que garantem o estado de lucidez mental e intelectual do indivíduo.
O passe é, usualmente, transmitido pelas mãos, mas também pode ser feito pelo olhar, pelo sopro ou, à distância, por intermédio das irradiações mentais.
A transmissão e a recepção do passe guarda relação com o poder da vontade de quem doa as energias benéficas e de quem as recebe.
A cura verdadeira das doenças está relacionada ao processo de reajuste do Espírito, que pode extrapolar o limite de tempo de uma reencarnação, sendo o passe apenas um instrumento de auxílio.
Para prevenir-se contra enfermidades ou perturbações,não previstas na Lei de Causa e Efeito, é necessário que a pessoa defina e siga uma programação de melhoria moral, de esclarecimento espiritual.

Para Emmanuel, assim

(…) como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais.

Retirado do site da Federação Espírita Brasileira

O Que é Passe Espírita?

Abnegação

A evolução espiritual é um fenômeno bastante complexo, que se dá em sucessivas fases.

No começo, predomina a natureza corpórea.

Dominada pelos instintos, a criatura dedica seu tempo e seu interesse a atividades comezinhas.

Comer, vestir-se, abrigar-se, procriar e cuidar da prole, eis a que se resumem suas preocupações.

Nesse período, o egoísmo é marcante.

Os instintos de conservação da vida e da preservação da espécie têm absoluta preponderância.

Com o tempo, o ser começa a desvincular-se de sua origem.

A inteligência se desenvolve, o raciocínio se sofistica e o senso moral desabrocha.

As invenções tornam possível gastar tempo com questões não diretamente ligadas à sobrevivência.

Viver deixa de ser tão difícil, sob o prisma material.

Em compensação, começam os dilemas morais.

Com a razão desenvolvida, a responsabilidade surge forte nos caminhos espirituais.

O que antes era admissível passa a ser um escândalo.

A sensibilidade se apura e a criatura aspira por realizações intelectuais e afetivas.

Essa nova sensibilidade também evidencia que o próximo é seu semelhante, com igual direito a ser feliz e realizado.

Gradualmente se evidencia a igualdade básica entre todos os homens.

Malgrado possuidores de talentos e valores diversos, não se distinguem no essencial.

Uma chama divina os anima e a todos conduzirá aos maiores cimos da evolução.

Contudo, o abandono dos hábitos toscos das primeiras vivências não é fácil.

Séculos são gastos na árdua tarefa de domar vícios e paixões.

As encarnações se sucedem enquanto o Espírito luta para ascender.

O maior entrave para a libertação das experiências dolorosas é o egoísmo, que possui forte vínculo com o apego às coisas corpóreas.

Quanto mais se aferra aos bens materiais, mais o homem demonstra pouco compreender sua natureza espiritual.

O Espírito necessita libertar-se do apego a coisas transitórias.

Apenas assim ele adquire condições de viver as experiências sublimes a que está destinado.

Quem deseja sair do primitivismo deve combater o gosto pronunciado pelos gozos da matéria.

O melhor meio para isso é praticar a abnegação.

Trata-se de uma virtude que se caracteriza pelo desprendimento e pelo desinteresse.

A ação abnegada importa na superação das tendências egoístas do agente.

Age-se em benefício de uma causa, pessoa ou princípio, sem visar a qualquer vantagem ou interesse pessoal.

Certamente não é uma virtude que se adquire a brincar.

Apenas com disciplina e determinação é que ela se incorpora ao caráter.

Mas como ninguém fará o trabalho alheio, é preciso principiar em algum momento.

Comece, pois, a praticar a abnegação.

Esforce-se em realizar uma série de atitudes com foco no próximo.

Esqueça a sua personalidade e pense com interesse no bem alheio.

Esse esforço inicial não tardará a dar frutos.

O gosto pelo transitório lentamente o abandonará.

Ele será substituído pelos prazeres espirituais.

Você descobrirá a ventura de ser bondoso, de amparar os caídos e de ensinar os ignorantes.

Esses gostos suaves e transcendentes o conduzirão a esferas de sublimes realizações.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 17.6.2013.

Ação de Paz

A paz é um dos tesouros mais desejados nos dias atuais. Muito se tem investido para se conseguir um pouco desse bem tão precioso.

Mas, será que nós, individualmente, temos feito investimentos efetivos visando tal conquista?

O que geralmente ocorre é que temos investido nossos esforços na direção contrária, e de maneira imprópria.

É muito comum se desejar a paz e buscá-la por caminhos tortos, que acabam nos distanciando dela ainda mais. Continue reading →

A paz do mundo e a paz interior

A maior parte dos seres humanos deseja a paz no Mundo. É como um sonho coletivo: nada de guerras, de conflitos originados por preconceitos ou disputas políticas e religiosas.

Entretanto, muitos esquecem de um detalhe: a paz é o resultado de uma construção de pessoas, grupos, comunidades e povos.

Ela nasce, muito antes, no coração de cada um de nós.

“A paz do mundo começa em mim. Se tenho amor, com certeza sou feliz. Se faço o bem ao meu irmão, tenho a grandeza dentro do meu coração.” Continue reading →